História

O Montepio Rainha Dona Leonor – Associação Mutualista é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), considerada de Utilidade pública e agraciada pelo Sr. Presidente da República em 1960 com a Comenda da Ordem da Benemerência, cuja origem remonta a uma reunião em 11 de março de 1860, em que um conjunto de caldenses decidiu fundar um “Monte Pio”, para poder assegurar assistência médica aos seus sócios, além de outros apoios, contando assim com 164 anos de existência.

Sendo uma das Instituições mais antigas da cidade de Caldas da Rainha e da região Oeste, tem ao longo da sua existência desenvolvido ação altamente meritória aos seus associados e à população em geral, tendo nos últimos 50 anos tido um papel determinante na área da saúde e do apoio social, o que lhe permitiu assegurar a sua longevidade e um significativo número de associados, visto contar atualmente com cerca de 7.000 (sete mil) numa população de 50.000 (cinquenta mil) residentes no Concelho.

A sua ação estende-se presentemente à área da saúde através da sua Casa de Saúde, com internamento de medicina, uma Unidade de Cuidados Continuados Integrados com 12 camas, internamento de cirurgia complementando um bloco operatório, um Serviço de Atendimento Permanente aberto 12 horas por dia durante 365 dias no ano e um vasto conjunto de consultas e exames médicos de múltiplas especialidades, das quais salientamos o Serviço de Fisioterapia que é responsável por mais de 80 000 tratamentos anuais, dos quais 20 000 sessões para o SNS, pelo Serviço de Gastroenterologia que realiza mais de 7300 exames de endoscopias altas e baixas anualmente, o Serviço de Radiologia que executa mais de 52 000 exames por ano de técnicas tão variadas como radiologia geral, ecografia, mamografia, osteodensitometria, ortopantomografia e TAC.

O objetivo inicial dos mutualistas fundadores de apoiar os mais necessitados e que mostravam maiores dificuldades em conseguir condições de vida dignas sempre se manteve no espírito da organização e assim foi criado em 1995 o Lar (ERPI – Estrutura Residencial para Pessoas Idosas), a que foi dado o nome do grande impulsionador do desenvolvimento clínico do Montepio, sendo designado Lar Residencial Dr. Ernesto Moreira, e no qual se instalou igualmente um Centro de Dia que pode receber até 10 utentes.

Esta estrutura com 60 camas permite apoiar um número já significativo de pessoas idosas que na região de Caldas da Rainha constituem no grupo etário superior aos 65 anos mais de 20% da população residente. Esta unidade contratualizada com a Segurança Social fornece serviços completos que vão desde animação, fisioterapia, acompanhamento médico, terapia ocupacional, etc.

Não satisfeita com esta criação a associação manteve o seu foco de tentar suprir as faltas de apoio dirigidas a este grupo etário e logo que lhe foi possível criou em 2011 um Condomínio Residencial Para Idosos com 96 apartamentos e tipologias T0 e T1, no qual assegura o funcionamento de um serviço de apoio domiciliário, de referência.

Nesta estrutura, os residentes podem subscrever um amplo conjunto de serviços de apoio, que vai desde a alimentação, aos cuidados de higiene, de limpeza da residência, de apoio médico, de enfermagem, de fisioterapia, etc, conforme as suas necessidades e dispondo assim de um contínuo acompanhamento individualizado, suprindo todas as suas necessidades.

Atualmente foi criada uma sala Snoezelen de maneira a que possamos contribuir para melhorar o bem estar dos nossos idosos e igualmente colaborar na recuperação de muitas situações clínicas em que esta técnica demonstra capacidades de intervenção, em especial na infância. Esta sala que inicialmente será destinada para apoio interno ficará também disponível para a comunidade em geral.

Os associados são a força desta Instituição e tem sido a sua razão de ser ao longo da toda a existência, defendendo a atual Administração que o alargar da base de associados através da criação de melhores e mais benefícios é fundamental. No global deverá ser o objetivo major a alcançar, de forma a que a sua relação com a comunidade em geral possa ser tão forte que crie a dinâmica necessária para ultrapassar sem dificuldade os desafios que o futuro certamente lhe trará, no curto e longo prazos.

No imediato os “novos projetos” que afinal se traduzem em ideias já com vários anos, mas que só agora estão a ser concretizadas, como a edificação de uma nova clínica com condições para aumentar o atendimento, com condições modernas, novas técnicas e capacidade para olhar o futuro com confiança, está a ser materializada tendo sido já obtida a aprovação do projeto de arquitetura pela Câmara Municipal, assim como a devida aprovação na Autoridade de Saúde, encontrando- se presentemente a serem desenvolvidos os respetivos projetos de especialidade de forma a que possamos dar início à sua materialização.

Com esta obra o Montepio Rainha D. Leonor poderá continuar a perpetuar a sua ação no futuro e garantir os benefícios aos seus associados, assim como a apoiar a comunidade em geral.

Em linha com o que acabámos de referir encontra-se igualmente a Associação a dar os primeiros passos no lançamento de um novo projeto de residências assistidas, que certamente irá responder de forma muito assertiva às necessidades sentidas pela comunidade.

Todos os projetos em curso nestes últimos 3 anos resultam do trajeto de modernização e atualização da Instituição que tem estado em acelerada fase de implementação, de forma a que possa responder aos desafios do futuro e que se têm traduzido na modernização de processos através da digitalização de todos os setores, nomeadamente da área clínica, financeira e de pessoal, com a sua inter-comunicabilidade permitindo assim melhorar a produtividade por colaborador e simplificar processos.

Este caminho já permitiu fazer do Montepio Rainha Dona Leonor um exemplo de esforço de organização rumo ao futuro e pertencer a grupos de discussão internacionais, assim como ser voz ativa em organizações de acompanhamento junto da comunidade europeia.

Futuro Sustentável

O Mutualismo é um movimento forte e resiliente, que enfrenta os desafios do futuro com determinação e inovação. A única forma de preparar um Futuro Sustentável passa por enfrentar os desafios e oportunidades que se apresentam reforçando o conceito de solidariedade e da lógica intergeracional subjacente.

De forma a concretizar este desígnio, a adoção dos três pilares da sigla ESG tornou-se indispensável para a nossa Associação e trata-se, no fundo, de associar o conceito de sustentabilidade às dimensões ambientais, sociais e de governança da Organização, reconhecendo que para além dos resultados financeiros do negócio, elas geram um impacto duradouro nas esferas social e ambiental, baseadas em padrões éticos e íntegros de atuação.

O desempenho da nossa Organização, além dos critérios económicos e financeiros, passa a ser avaliado conforme um conjunto de critérios ambientais, sociais e de governança. O nosso esforço, levando em conta o plano estratégico da Instituição, deverá ser dirigido para os objetivos nos quais podemos causar maior impacto, com enfoque nos seguintes:

  • Ética e Transparência – agimos de forma responsável e com integridade;
  • Pessoas – estamos comprometidos com as pessoas e promovemos o seu desenvolvimento pessoal e social;
  • Operação Segura – Asseguramos a segurança dos nossos colaboradores, fornecedores, parceiros e comunidade local;
  • Ambiente – Consumimos os recursos essenciais para gerar a energia mais eficiente com o menor impacto possível;
  • Alteração Climática – queremos ser parte da solução para a alteração climática;
  • Inovação e Tecnologia – Fomentamos a inovação e incorporamos avanços tecnológicos para melhorar e desenvolver a nossa atuação ajudando a preservar o meio ambiente.
  • Ambiental, Social e Governança

Para o Montepio Rainha D. Leonor, a adoção dos três pilares da sigla ESG tem sido uma prioridade que continuará a ser implementada no próximo ano. O primeiro pilar – Ambiental – refere-se ao impacto da Instituição no meio ambiente, o que inclui práticas relacionadas com a boa gestão de resíduos, eficiência energética, emissões de gases de efeito estufa, conservação de recursos naturais e outras questões ambientais. O segundo pilar – Social – engloba as práticas sociais da Instituição, incluindo questões relacionadas com os funcionários, comunidade local, clientes/utentes e sociedade em geral. Matérias relacionadas com direitos humanos, diversidade, condições de trabalho, relações comunitárias e responsabilidade social corporativa estão incluídas nesta dimensão. O terceiro pilar – Governança – refere-se às estruturas e práticas de governança corporativa adotadas pela Instituição, o que inclui a composição e o funcionamento do Conselho de Administração, transparência, ética nos negócios, políticas anticorrupção e outros elementos relacionados com a governança.

O nosso compromisso passa agora por sermos também nós agentes de mudança, alterando práticas que poderão ser consideradas lesivas para o ambiente, para as suas pessoas ou para a comunidade em que nos inserimos. Deste modo, queremos contribuir não só para o nosso futuro, mas também para o do planeta, conseguindo recolher diversos benefícios, nomeadamente, vantagens competitivas relativamente a outros concorrentes que não aplicam práticas ESG, atrair mais investidores e patrocinadores com foco nas práticas ESG, melhor performance financeira, maior fidelização e operações mais sustentáveis e adaptáveis.

Presidente do CA do Montepio Rainha D. Leonor – AM, Dr. Francisco Rita

Saiba mais e torne-se associado: https://www.montepio-rdl.pt/associados-3/

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