A representante das 24 maiores associações mutualistas do país alertou a task force da vacinação contra a Covid-19 para a necessidade de imunizar com a maior urgência os profissionais das instituições de solidariedade social, que têm respostas na área da saúde e da ação social, em especial de apoio domiciliário.

Numa carta dirigida à task force, divulgada esta sexta-feira, a direção da APM-RedeMut explica que a maioria das associadas que representa prestam cuidados de saúde e organizam respostas sociais.

“Além das consultas médicas e dos meios complementares de diagnóstico e terapêutica que realizam em diversas especialidades, também gerem estruturas residenciais e outras respostas sociais, nomeadamente serviços de apoio domiciliário, colocando os seus profissionais na linha da frente de combate à pandemia”, refere.

De acordo com o comunicado, algumas mutualidades tiveram mesmo de reforçar as equipas para continuar a dar resposta, uma vez que a fuga aos hospitais e centros de saúde do serviço público levou ao aumento da prestação de cuidados de saúde das associadas da APM-RedeMut.

“Temos equipas de apoio domiciliário a prestar serviços em contextos sociais e económicos frágeis e outras a apoiar especificamente doentes Covid-19 todos com enorme exposição ao risco do contágio do vírus”, explicam os responsáveis.

A APM-RedeMut argumenta que dos cerca de 1.600 colaboradores das várias associadas, metade asseguram serviços essenciais e estão na linha da frente do combate à pandemia e, por isso, em grande exposição ao risco de contágio e por isso “às entidades competentes, com urgência, a indicação de prioridade na vacinação contra a Covid-19, relativamente às pessoas que asseguram serviços essenciais nas instituições particulares de solidariedade social”.

Este pedido coincide com a aproximação da fase de vacinação das pessoas que asseguram serviços essenciais, daí a associação mutualista considerar ser imprescindível “definir uma priorização deste universo, que naturalmente inclui os médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e terapêutica, auxiliares de ação médica, assistentes de consultório, rececionistas, ajudantes familiares e assistentes sociais”.

Fonte: O Jornal Económico

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