Foi a 10 de Setembro de 1926 que se outorgou, legalmente, a constituição e os primeiros estatutos da Mutualidade Popular, Associação Mutualista com sede em Faro e então designada por «Mutualidade dos Funcionários Públicos». São assim volvidos 94 anos sobre esta significativa efeméride de tão relevante acuidade para a história e objectivos do mutualismo em Portugal. Apontando-se hoje como uma prestante associação, com centenas de sócios espalhados por todo o espaço nacional, vive um presente de equilibrada gestão e um futuro aguardado com a própria evolução da economia que, por via da globalização, atinge um cunho mundial.

Caminha assim, com determinação e empenho, para a vivência do seu primeiro centenário, fiel aos ideários do mutualismo, como um sistema de associativismo assente nos princípios de ajuda recíproca entre os seus membros e de contribuição colectiva para benefício de cada um dos seus membros. Hoje, em todo o Mundo, estão ligados à actividade mutualista, cerca de 150 milhões de associados, o que expressa bem a elevada importância deste sector na economia social.

Data do ano de 1923 a iniciativa do Professor José António Madeira, um professor primário natural de Loulé, residente em Faro e com grande dedicação às causas da solidariedade do apoio mútuo, em criar uma Instituição de um sistema privado de protecção social com o objetivo de auxílio mútuo em situação de carência ou melhoria das condições de vida dos seus associados, através da participação voluntária. Entende-se como de grande valia este «sonho», desde há décadas uma plena realidade, numa época em que não existia qualquer sistema de previdência social, tal como hoje acontece.

Foi há noventa e quatro anos que se constituiu a atual Mutualidade Popular, que, assume um carácter nacional no seu espaço geográfico, com sede em imóvel próprio construído nos anos 40 do século passado, em pleno coração da cidade de Faro, no Largo do Terreiro do Bispo e que, tal como todas as suas congéneres, é regida pelo Código Mutualista.

Foto Arlindo Homem / D.R.

Artigo de opinião de professor João Francisco Manjua Leal, vogal do Conselho de Administração da Mutualidade Popular, A.M.

Fonte: Postal do Algarve

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